O que é um certificado de calibração e qual a sua função?

 

   Especialmente na indústria, em diversos segmentos de atuação, há equipamentos de medição para praticamente todas as finalidades, construídos sob rigorosas normas e que, em sua maioria, exigem certificado de calibração. Então, basta ter um instrumento de marca confiável para atender as exigências? O engenheiro da Instrutherm, companhia com 33 anos de mercado e referência em instrumentos de medição, responde que “não”. “Também é necessário obter o certificado de calibração, documento emitido pelo laboratório indicando os desvios e incertezas que o instrumento possui. Muitos clientes também definem o critério de aceitação, determinando se aquele equipamento está ou não apto para uso”, explica Cristiano Mollica.

   A Instrutherm atua no mercado nacional com laboratório próprio para calibração RBC de instrumentos das áreas de acústica e vibrações, físico-química (gases) e pressão, bem como certificado rastreável RBC para as demais áreas. E o engenheiro da empresa apresenta qual é a função desse processo: “no certificado deve conter os resultados da calibração e as tolerâncias especificadas em norma, caso exista. Se o usuário necessitar que a aprovação ou reprovação conste no certificado, o mesmo deverá enviar seus critérios antecipadamente. Vale lembrar que o certificado é exclusivo de um equipamento e não é extensivo a lotes, devendo ser analisado criteriosamente após o recebimento, identificando pontos divergentes e em não conformidade com os critérios solicitados, como dados do solicitante, dados do equipamento, padrões utilizados e suas validades etc”. Se necessário, a segunda via do certificado pode ser solicitada via pedido formal ao laboratório emissor sem a necessidade de enviar o equipamento novamente ao laboratório. Por questões de segurança, vale ressaltar que somente o solicitante pode obter a segunda via.

   A tolerância aceitável da calibração ainda depende do instrumento. Por exemplo, para os equipamentos de acústica, tais como sonômetro (IEC 61672), calibrador acústico (IEC 60942) e audiodosímetro (IEC61252 e ANSI S1.25), existem normas pertinentes citando suas tolerâncias. Já para outros instrumentos que não possuam normas discriminando, o usuário deverá determinar o critério conforme sua utilização.

   Por padrão, os instrumentos são calibrados em pontos determinados ao longo da faixa, definidos pelo laboratório. Entretanto, os instrumentos também podem ser calibrados em pontos específicos diferentes dos que são enviados em proposta comercial, de acordo com o uso do cliente e desde que esses pontos estejam dentro do escopo de calibração do laboratório prestador do serviço, explica Cristiano.

   Vale ressaltar a importância de emissão de certificado por laboratório acreditado pela Rede Brasileira de Calibração (RBC), como é o da Instrutherm. É bem frequente alterações no certificado de calibração como data de validade, número do certificado, resultados e até os padrões utilizados nas calibrações. Caso desconfie de algum certificado rasurado, com fontes diferentes, ou cópia parcial de outro, relate imediatamente o ocorrido ao laboratório responsável para que as devidas providências sejam tomadas. O engenheiro Cristiano Mollica orienta que os laboratórios credenciados podem ser consultados no site oficial do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (http://www.inmetro.gov.br/laboratorios/rbc/), assim como informações sobre a melhor capacidade de medição de cada laboratório e área pela qual é acreditado para calibrar. “No certificado emitido, na parte superior, é obrigatório constar que o laboratório responsável pertence à Rede Brasileira de Calibração através da logomarca do Instituto gravada no selo e do número de acreditação do laboratório”, acrescenta o especialista.

   O engenheiro da Instrutherm também explica que o fato de um instrumento ter sido calibrado não significa que ele não apresente desvios fora do especificado. “A calibração não significa ajuste. No laboratório, normalmente não são realizados ajustes. Os desvios apresentados no momento da calibração são registrados no certificado independente do resultado. Caso o usuário deseje realizar algum tipo de manutenção, deverá informar previamente e procurar uma empresa específica que forneça esse serviço de Assistência Técnica. A Instrutherm também possui em seu escopo de serviços manutenção preventiva e corretiva multimarcas com a utilização de peças originais. Alguns laboratórios, como boa prática, avisam o cliente sobre a situação inadequada do instrumento antes de emitir o certificado”, acrescenta.

   Tecnicamente, quando se fala em incerteza de medição quer dizer que esta deve ser somada ao desvio, resultando no erro máximo. Este item que deverá ser considerado nas avaliações dos resultados finais. De maneira simplista, a incerteza indica de forma quantitativa qual é a dúvida do laboratório quanto aos resultados apresentados.

   “Ainda em aspecto técnico, o certificado apresenta o valor k, que é um número maior do que 1 (um) pelo qual uma incerteza padrão combinada é multiplicada para se obter uma incerteza de medição expandida. Geralmente é utilizado por laboratórios ou até mesmo clientes que usam o equipamento como padrão para verificação de outros instrumentos e é relacionado diretamente com o cálculo de incerteza. Na maioria dos casos, em uma calibração com bons resultados, o fator k é aproximadamente igual a dois”, complementa o engenheiro da Instrutherm.

   Muito se pergunta sobre a periodicidade da calibração ou validade dos certificados. “Os prazos são determinados pelo próprio cliente, pois depende do processo onde o equipamento é utilizado.” explica Mollica. Em outras palavras, critérios como frequência de uso do instrumento, ambiente de uso -se é agressivo ou não-, entre muitos outros fatores podem comprometer a integridade do instrumento. A Instrutherm está há mais de 33 anos no mercado e conta com um portfólio que ultrapassa 500 itens. Seu mix de produtos atende diferentes segmentos: segurança e medicina do trabalho, laboratório, mecânica, eletroeletrônica, agrícola e agronegócios, entre outras.

   Está instalada em São Paulo e atende clientes em todo o Brasil, de pequenos varejos a grandes multinacionais, além de redes de distribuição.

 

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